Despedidas


shutterstock_42973852Despedidas são momentos repletos de desafios, principalmente para os adultos. As crianças aprendem conosco e nos observam. Aprendem os significados que damos para eles, para essa vida longe, rumo à essa nova vida. Dependendo do significado dado, as despedidas podem se tornar mais leves ou mais pesadas. Mais tranquilas ou mais tristes.

Hoje, graças à tecnologia, conseguimos estar próximos daqueles que amamos, mesmo quando estamos longe fisicamente, além do fato de que, emocionalmente, no amor, estamos sempre colados em quem amamos e somos amados.

Quando nos distanciamos fisicamente, aprendemos muito sobre isso: sobre o amor, sobre o ser amado, sobre o valor do estar junto. Na despedida, podemos incluir a gratidão, o até logo e viver a alegria desse fluxo vivo que a vida nos trouxe. Vamos?

Com carinho

Dani

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A culpa pela tristeza das crianças


shutterstock_417235897 - CopiaQuando nossos filhos se encontram naqueles momentos prazerosos e nós, por alguma razão, temos que ir embora da festa, voltar para casa, quando é chegada a hora do banho, etc., temos grande dificuldade em lidar com essa situação. Sentimos culpa, como se pudéssemos deixar nossos pequenos eternamente naquele momento. Como é difícil!

Essa virada para o dever se faz necessária e nós somos os agentes educadores. Ajudar a criança a viver essa passagem é crucial – ela pode ser repleta de desconforto, mas atenção: em grande parte das vezes somos nós, os adultos, quem colocamos a carga de sofrimento. Podemos agir com todo amor e respeito, reconhecendo a importância daquele momento e o quanto essa passagem se faz necessária e pode ser vivida com todo amor!!!

Com carinho

Dani

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Atender às vontades das crianças


shutterstock_167775272Quando atendemos às vontades dos nossos filhos, pensamos fazer uma ótima ação no que se refere a educação, mas não nos damos conta do hábito que estamos criando quando deixamos nossas crianças completamente atendidas. Elas seguem pedindo e nós seguimos atendendo sem percebermos, de modo automático. Suas demandas são, ora necessárias, ora absolutamente improdutivas no que se refere ao relacionamento entre pais e filhos, ou mesmo ao desenvolvimento da criança.

Atender à educação da criança é um grande desafio e pode significar dizer “não”, pedir que a criança espere, como também pode significar um grande “sim”, mas, em ambos os casos, há presença, há encontro, há consciência desse papel tão importante e fundamental que vivemos com nossos filhos, sermos os primeiros “Outros” de sua vida. Quando nos enxergamos nesse processo, mesmo amando-os e estando voltados completamente para nossos filhos, não nos abandonamos, não nos esquecemos de que nós precisamos estar bem, inteiros nessa troca tão rica que é educar, aprender junto, crescer.

Nossos filhos crescerão infinitamente mais ao se relacionarem com pais e mães que existem, que são o outro e que, conscientes disso, ocupam esse lugar com todo amor e respeito, do que pais e mães que atendem seus filhos e permanecem invisíveis, servindo às crianças.

Com Carinho

Dani

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A dificuldade em Verbalizar seus sentimentos


shutterstock_200319443Quando vemos nossos filhos ou alunos tristes, bravos, chateados ou mesmo diferentes do que estamos acostumados a vê-los, logo ligamos nosso estado de alerta. Algo, normalmente de errado, está acontecendo. Partimos em disparada para as perguntas: O que você tem? Qual o problema? Por que você está com essa cara?

A criança, até seus 7 anos, ainda possui grande dificuldade em localizar, nomear, explicar e compreender com tamanha clareza seus sentimentos, quanto mais conversar conosco sobre eles. Nós, aflitos, perdemos grande energia com perguntas como essa e, como as crianças não sabem as respostas, costumam ficar mais ansiosas e irritadas com as nossas insistidas.

Estamos vivendo processos com nossos filhos e alunos e, nesses processos, o aprender é constante. Sentir todos sentimos: alegria, tristeza, medo, raiva, amor… As crianças também, todos os dias. O aprendizado perante os estímulos que recebem da vida acontece de acordo com a experiência perante cada situação que aparece.

As situações são as mais variadas, com amigos, com seus próprios desafios voltados ao seu desenvolvimento, dentre outros. Com nosso apoio, nossa escuta ativa e presença, podemos ajudá-los nessa linda caminhada rumo à identificação, à compreensão, à nomeação e à comunicação do que acontece dentro de seu coração. É um aprendizado importante para toda a vida porque, ao sentir o mundo, saber de mim e conseguir me comunicar adequadamente, é possível realizar grandes transformações à nossa volta. Acolha esse momento, entre no campo vibracional do seu filho, do seu aluno, fique no silencio e você sentirá também no seu coração.

Com carinho

Dani

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As crianças mais velhas e a opinião dos outros


shutterstock_236885392Nossos filhos crescem e, de repente, aquela segurança que vemos dentro de casa parece se transformar quando estão entre amigos. Explico: em casa, eles sabem o que querem, exigem muitas vezes, mas, quando estão entre os seus iguais, pronto. Toda aquela força, aquela certeza, se transforma em olhares, em dúvidas, em fala instável, em mais perguntas do que respostas. Ficamos ali, boquiabertos, com medo dos nossos filhos terem se transformado no famoso “maria vai com as outras”.

Saímos em disparada, exigindo que se posicionem quando, na verdade, estão vivendo um grande aprendizado. Eles aprenderam sobre si mesmos, viveram egocêntricos em grande parte de sua infância e, depois, descobriram o outro, sua presença, sua importância. É nessa relação horizontal que experimentam encontrar o equilíbrio dessa importante relação entre o eu e o outro, uma relação entre estar com a própria criança e, ao mesmo tempo, fazer parte de algo também importante, sentir-se amado nas suas relações.

Nessa grande experiência, surge o aprendizado de poder ser quem é e ter amigos. Podemos ajudá-los através de conversas, do nosso apoio e do nosso amor. Será com esse espaço aberto que as crianças terão como perceber que serão muito amadas sendo fieis a elas mesmas. Ao invés de criticar ou olhar esse momento como característica da criança, perceba que é um movimento que faz parte de um processo maior, que precisa demais da nossa ajuda. Vamos ajudar?

Com carinho

Dani

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