As crianças mais velhas e a opinião dos outros


shutterstock_236885392Nossos filhos crescem e, de repente, aquela segurança que vemos dentro de casa parece se transformar quando estão entre amigos. Explico: em casa, eles sabem o que querem, exigem muitas vezes, mas, quando estão entre os seus iguais, pronto. Toda aquela força, aquela certeza, se transforma em olhares, em dúvidas, em fala instável, em mais perguntas do que respostas. Ficamos ali, boquiabertos, com medo dos nossos filhos terem se transformado no famoso “maria vai com as outras”.

Saímos em disparada, exigindo que se posicionem quando, na verdade, estão vivendo um grande aprendizado. Eles aprenderam sobre si mesmos, viveram egocêntricos em grande parte de sua infância e, depois, descobriram o outro, sua presença, sua importância. É nessa relação horizontal que experimentam encontrar o equilíbrio dessa importante relação entre o eu e o outro, uma relação entre estar com a própria criança e, ao mesmo tempo, fazer parte de algo também importante, sentir-se amado nas suas relações.

Nessa grande experiência, surge o aprendizado de poder ser quem é e ter amigos. Podemos ajudá-los através de conversas, do nosso apoio e do nosso amor. Será com esse espaço aberto que as crianças terão como perceber que serão muito amadas sendo fieis a elas mesmas. Ao invés de criticar ou olhar esse momento como característica da criança, perceba que é um movimento que faz parte de um processo maior, que precisa demais da nossa ajuda. Vamos ajudar?

Com carinho

Dani

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O que não fazer com as frustrações


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Expectativas e frustrações


shutterstock_273155525 (1)Expectativa e frustração: palavras que caminham juntas em muitos momentos e, normalmente, não nos damos conta. Somos maravilhosos, fantásticos para planejar e decidir, não é mesmo? Colocamos foco e, quando fazemos isso, chegamos a ser teimosos com nossas vontades. Queremos de tal jeito, esperamos de tal forma e, quando fazemos isso, estamos preparando, muitas vezes, a frustração que virá logo a seguir.

Calma, explico: não estou falando que planejar a vida seja ruim. Estou falando que impor, controlar, querer do nosso jeito pode nos colocar numa grande armadilha chamada frustração. Sem percebermos, queremos algo de uma forma e, quando não dá certo por algum motivo, pronto. Tristeza, raiva, impaciência, tudo aparece. Culpamos o mundo, os outros, quando, na verdade, se tivéssemos olhado ao redor, talvez não tivéssemos agido assim.

Ao fluir, ouvir, prestar atenção ao que há a nossa volta, às informações que recebemos a todo momento, podemos fluir junto com a vida, tomar decisões em parceria com a vida, não sozinhos, apesar da vida. Quando fazemos isso, as chances de nos frustrarmos caem drasticamente e o aprendizado envolvido é imenso. As crianças, como bem sabemos, aprendem conosco o tempo todo e, quando nos veem decidindo a vida apesar da vida, tem esse exemplo a seguir e suas decisões e frustrações seguem, assim como as nossas, nos mostrando o quanto há uma outra forma de se viver: em parceria, em harmonia, fluindo, vivo, estando lá, de coração aberto.

Vamos?

Com muito carinho!

Dani

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Férias e os eletrônicos


shutterstock_323612786Como podemos conviver nas férias com os eletrônicos e outras brincadeiras? O caminho é definir um horário para o uso dos eletrônicos e oferecer outras atividades para as crianças. Ao ar livre ou mesmo dentro de casa.

Podemos montar um caixa de ideias com várias brincadeiras para as crianças sortearem ou passearmos de bicicleta, patins, skate, visitarmos um museu, vamos ao cinema…  Tirar as crianças o dia todo dos eletrônicos é desafiador, mas é possível. Vamos?

Com carinho

Dani

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Esforço


shutterstock_277190114Que delícia aprender que, com o esforço, fazendo o seu melhor, se dedicando, se aplicando, há uma consequência incrível que só você irá colher. Podemos mostrar para as crianças que, mais do que resultados, o caminho percorrido é importante demais e sua postura durante esse período faz toda a diferença no processo.

O esforço é lindo, é suor na testa, é sentimento de dever cumprido, de realização, de conquista por ter feito o seu melhor. Quando ensinamos isso aos nossos pequenos, ensinamos a eles o valor de cada passo do caminho, ensinamos que cada trilha é completada por cada passo que é dado e cada passo só é dado pois há escolha e dedicação envolvidos.

Amor, entrega, leveza, pois esse esforço não é aquele que conhecemos repleto de pressão, aquele que nossa geração tanto tentou se livrar; esse esforço é o que faz parte do processo natural da vida, é o esforço para a flor florescer, para a larva se transformar em borboleta, para tirar a rodinha da bicicleta, pro aprender. Natural, parte do caminho, honrado, legítimo, genuíno.

Fazer com que as crianças percebam o caminho, perceber o esforço, é fazer com que percebam que sua caminhada é fluxo vivo, é vida acontecendo.

Com carinho

Dani

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