Quem corrige as crianças?

Escrito em 10/08/2021
Daniella Faria


Oi amores, tudo bem?

É muito comum dentro da relação entre pai e mãe acabarmos sobrecarregados no espaço de correção dos nossos filhos. Isso pode acontecer por alguns fatores: queremos garantir que a correção seja do nosso jeito, não gostamos da forma do outro, pai ou mãe corrigir, queremos estar no controle, temos nosso valor neste lugar de educação por isso não posso deixamos de estar presentes nestes momentos, dentre outros.

Talvez umas das situações mais desafiadoras seja percebermos as nossas diferenças no sentido dos temperamentos na hora de educar. Esse alinhamento entre pai e mãe é muito importante para a educação das crianças, porém é crucial que ele aconteça no espaço privado dos pais, sem a presença dos filhos e pela comunicação de necessidades. Isso se torna possível quando saímos do lugar de acharmos nosso jeito o jeito, ou o melhor jeito e quando compreendemos que há muita riqueza em nossas diferenças.

Mas Dani, eu não suporto o grito e o desrespeito como fazer? Quando compreendemos os temperamentos, passamos a compreender que a violência acontece em todos os temperamentos, em todos nós. Não suportamos o grito, mas agredimos com um profundo silêncio que ignora o outro, ou com palavras certeiras que julgam e condenam.

 Quando colocamos a lupa em nossos corações e passamos a perceber como agredimos em momentos de frustração, possibilitamos a mudança de tom na conversa com o pai ou mãe da criança.

Quando trazemos a necessidade de não haver mais gritos, por exemplo do lugar de quem também se percebe agredindo, podemos juntos trabalhar numa mudança em nossas atitudes como pais.

 Há mais compaixão, escuta, entendimento e disposição para cuidar do que incomoda o outro. Agora quando permanecemos cegos sobre as nossas posturas, mas enxergamos e criticamos as posturas alheias veremos defesa, ataques e disputa acontecendo entre nós. E nesse lugar nenhuma mudança legítima acontece.

Se queremos uma mudança em nossa família com mais respeito, consideração, perdão e escuta, primeiro vamos cuidar das nossas atitudes, palavras e intenções. Esse cuidado com o que sai de nós promove uma mudança significativa em todo o sistema familiar. É preciso coragem para botarmos uma lupa em nossos corações e atitudes. A notícia maravilhosa nesse processo é sabermos o quanto somos amados mesmo falhos e, nesta imensa gratidão do amor sem merecermos, nossas atitudes serão transformadas.

Com amor, Dani

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