Tirar das crianças para corrigi-los não resolve

Escrito em 30/06/2021
Daniella Faria


Oi amores, tudo bem?

Quando usamos o castigo como caminho de correção acabamos nesse lugar de tirar as coisas das crianças como punição. Este caminho contém algumas armadilhas.

 Muitas vezes a coisa tirada não tem nada a ver com o comportamento que precisa ser corrigido. Outras vezes a medida para essa ação é tirar da criança o que ela mais gosta. Nesse propósito nossa ação toma o tom punitivo, percebe?

Quando atitude e consequência não estão conectadas a criança acaba aprendendo quanto custa aquela atitude. Me custa ficar sem meu carrinho por um tempo.  O que vemos é mais resistência ao invés de reflexão e correção. E isso acontece principalmente pelo fato da desconexão entre a atitude a ser corrigida e a punição.

O outro ponto é que a criança percebe o castigo como sendo ação do adulto. Perde a noção de consequência porque entende que seu brinquedo só é tirado porque o adulto está presente. Seu foco passa a ser o adulto não saber para que ele não tire seu brinquedo.

Mas e qual a alternativa? Sim, temos outra possibilidade.

Na aplicação direta de consequência pode acontecer da criança perder a liberdade de brincar com o brinquedo quando não cuida dele direito por ex, ou quando não cumpriu suas tarefas. A diferença da nossa postura é que na aplicação da consequência é a criança que perde o brinquedo e não nós que tiramos. A tristeza ou braveza que vem a seguir podem e devem ser acolhidas, mas além disso, nosso papel também é convidar a criança a responsabilidade e aprendizado. Eu sinto muito por você estar sem seu carrinho, numa próxima vez como vai cuidar dele para permanecer brincando? O “ou você” é uma ferramenta muito eficaz nesse processo de reflexão.

A grande diferença é que convidamos a criança a perceber que a consequência boa ou ruim é resultado de suas ações e escolhas. Nosso papel passa a ser mostrar e viver esse processo com a crianças no grande convite a responsabilidade que ele propõe. E com isso, sairemos das disputas de força e as crianças terão mais consciência e responsabilidade frente as suas ações.

Vamos?

Com amor, Dani

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